Juiz Baltasar Garzón suspenso por 11 anos

Juiz Baltasar Garzón suspenso por 11 anos
O Juiz espanhol Baltasar Garzón ficou conhecido em grande parte do mundo quando decretou a prisão domiciliar do ditador chileno Augusto Pinochet em 1998. Atitude tomada pelo magistrado que durante sua carreira primou por agir sem temer os grandes dirigentes políticos que paralelamente cometiam crimes. E foi exatamente de políticos que no passado foram envolvidos nas suas relações com corrupções por Baltasar Garzón que veio a represália fulminante em sua carreira de juiz. Ao ser condenado por suspensão das atividades pelo período de 11 anos, pode-se imaginar o fim antecipado da sua carreira, pois estando agora com 56 anos de idade, dificilmente poderá retornar as atividades após o afastamento de 11 anos. Incrível como as teias da política corrupta se estendem ao longo da história da humanidade, punindo pessoas que deveriam ser lembradas pelo exemplo de vida dedicada à verdadeira justiça. Os crimes imputados ao agora ex-juiz foram de prática de escutas telefônicas feitas e que resultaram em incriminação de advogados e seus clientes acusados de corrupção. Teve contra si a mesma acusação que lhe deram notoriedade: violação dos direitos humanos. O curioso é que Garzón autorizou escutas telefônicas entre advogados e clientes que estavam presos por corrupção, e isso não poderia ser considerado crime, enquanto que aqueles que condenou eram corruptos e assassinos. Definitivamente, ao homem ainda falta muito para manter uma sociedade justa e equilibrada, pois quando vemos pessoas que lutam pela justiça serem afastadas de seus cargos por intereses políticos, concluimos que estamos longe da sociedade perfeita que almejamos para nossos filhos. O povo espanhol está na rua clamando por justiça, indignado com a represália.
Enfim, eleitos e empossados
Chegou ao fim um dos maiores impasses da Presidência do Tribunal de Justiça do estado do Rio Grande do Sul. O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu reconsiderar a liminar que suspendeu a posse da nova administração recém eleita.Devida e legalmente empossada, os desembargadores Marcelo Bandeira Pereira (Presidente), Guinther Spode (1º Vice-Presidente), Cláudio Baldino Maciel (2º Vice-Presidente) e André Luiz Planella Villarinho (3º Vice-Presidente) reassumiram seus postos conquistados pelo voto na corte Gaúcha. Com a reconsideração do Ministro Luiz Fux, permanece somente a suspensão da posse do Corregedor-Geral da Justiça. Nesse cargo permanecerá o 2º Vice- Presidente da gestão finda, Desembargador Voltaire de Lima Moraes. Do episódio ficam algumas lições, e dentre elas transparece a maturidade do nosso Tribunal de Justiça que acatou com tranquilidade a decisão superior, porém sem deixar de argumentar suas razões que culminaram na decisão de reconsideração do Ministro, num claro exemplo onde se fundem os atos de advogar e decidir com conhecimento e sabedoria.

















