Jaime Hablich
Juiz Baltasar Garzón suspenso por 11 anos
Juiz Baltasar Garzón suspenso por 11 anos O Juiz espanhol Baltasar Garzón ficou conhecido em grande parte do mundo quando decretou a prisão domiciliar do ditador chileno Augusto Pinochet em 1998. Atitude tomada pelo magistrado que durante sua carreira primou por agir sem temer os grandes dirigentes políticos que paralelamente cometiam crimes. E foi exatamente de políticos que no passado foram envolvidos nas suas relações com corrupções por Baltasar Garzón que veio a represália fulminante em sua carreira de juiz. Ao ser condenado por suspensão das atividades pelo período de 11 anos, pode-se imaginar o fim antecipado da sua carreira, pois estando agora com 56 anos de idade, dificilmente poderá retornar as atividades após o afastamento de 11 anos. Incrível como as teias da política corrupta se estendem ao longo da história da humanidade, punindo pessoas que deveriam ser lembradas pelo exemplo de vida dedicada à verdadeira justiça. Os crimes imputados ao agora ex-juiz foram de prática de escutas telefônicas feitas e que resultaram em incriminação de advogados e seus clientes acusados de corrupção. Teve contra si a mesma acusação que lhe deram notoriedade: violação dos direitos humanos. O curioso é que Garzón autorizou escutas telefônicas entre advogados e clientes que estavam presos por corrupção, e isso não poderia ser considerado crime, enquanto que aqueles que condenou eram corruptos e assassinos. Definitivamente, ao homem ainda falta muito para manter uma sociedade justa e equilibrada, pois quando vemos pessoas que lutam pela justiça serem afastadas de seus cargos por intereses políticos, concluimos que estamos longe da sociedade perfeita que almejamos para nossos filhos. O povo espanhol está na rua clamando por justiça, indignado com a represália. Vitória do CNJ
Ao decidir pela legitimidade do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para investigar qualquer magistrado brasileiro, a qualquer momento, o STF (Supremo Tribunal Federal) apontou na direção da democracia onde todos devem prestar contas dos seus atos, principalmente quando trata-se de pessoas que atuam no serviço público onde os seus salários são pagos com o dinheiro do contribuinte. Talvez em nosso estado não tenhamos a verdadeira dimensão da importância de poder monitorar os servidores e magistrados, pois somos o estado brasileiro que tem um dos mais confiável e competente Poder Judiciário do Brasil. Mas como vivemos em uma república federativa, as leis são feitas para atender igualmente o extenso territórrio de dimensões continentais. Assusta ao cidadão democrata a idéia de que um dos poderes que formam nosso estado de direito não possa ser fiscalizado de forma isenta. Os poderes do CNJ são agora definidos e reforçados, ficando esclarecido que não precisa pedir permissão para as corregedorias dos judiciários estaduais quando precisa investigar os atos e conduta de um magistrado ou servidor. É a liberdade dermocrática brotando na mais alta corte judiciária de nosso país. Espero que sirva de modelo aos demais poderes da nação, pois é de conhecimento de todos que as condutas que precisam de fiscalização não estão no judiciário e sim no executivo e legislativo. O Poder Judiciário está fazendo a sua parte em corrigir seus erros, cortando na própria carne se preciso for, agora falta criar maior fiscalização nos atos daqueles que exercem cargos políticos. QUEM DEVE ABRIR O INVENTÁRIO
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Dr. Jaime Hablich






